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EVENTOS E NOTÍCIAS

.: 22/09/2014 - Notícias - Em quatro anos, dobram pedidos de entrada de imigrantes no Brasil

Para especialista, imigração vem ocorrendo devido a postura do Brasil como potência emergente no cenário internacional

Dados do Ministério da Justiça mostram que o número de imigrantes que solicitam o visto de permanência no Brasil dobrou em quatro anos, chegando a 30 mil pedidos anuais. Eram 15 mil em 2010. Apesar do aumento, os dados podem ainda estar subnotificados, já que só consideram os pedidos oficiais, e muitos entram de maneira clandestina.

"O País tem se mostrado no cenário internacional como uma potência emergente. Por que as pessoas não viriam?”, afirma a professora do Instituto de Relações Internacionais da USP, Deisy Ventura.

O aumento da procura, no entanto, não significa que os imigrantes queiram se estabelecer para sempre no Brasil, afirma Deisy. “O imigrante que está chegando ao País atualmente não tem a pretensão de ficar de maneira definitiva. Ele, na verdade, vem em busca de trabalho e quando consegue juntar alguma coisa, mostra o desejo de voltar ao seu país de origem”.

É o caso do haitiano Widlet Alcine, 22 anos. No Brasil desde 2011, ele veio à procura de uma vida melhor. “Sinto falta do meu país, mas lá estava muito difícil de trabalhar e poder ter um padrão melhor”. Para conseguir vir para o Brasil, o imigrante teve que ficar longe de sua esposa e da sua filha durante dois anos. “Eu falava com elas todos os dias, mas foi muito difícil ficar longe e eu tive que trabalhar muito até poder trazer elas para cá”.

Em quatro anos, dobram pedidos de entrada de imigrantes no Brasil

Antes de chegar ao Brasil, Alcine passou por vários lugares como República Dominicana, Equador e Peru. No Brasil, chegou a morar no Rio de Janeiro, mas diz que prefere São Paulo. O imigrante tem o sonho de ser advogado e conta que, apesar de sua vida no País ser melhor do que era no Haiti, não pretende ficar. “A vida é assim, se eu achar que não tenho condições de ficar no Brasil, vou embora com a minha família”.


Por onde começar

Assim que Alcine chegou a São Paulo, foi encaminhado para a Paróquia Nossa Senhora da Paz, localizada na região central da cidade. É para lá que também foram outros 2.500 conterrâneos dele somente neste ano. Referência em serviços de assistência a imigrantes e refugiados, a igreja recebeu cinco mil deles somente em 2014.

“Ao chegar aqui, nós fazemos um cadastro com todos os dados do imigrante, além de pedir o contato de um parente no país de origem”, afirma o padre Paolo Parise, um dos quatro padres da paróquia responsáveis por esse trabalho.

Ele conta que o principal desejo dos atendidos é a conquista de um emprego, sonho que a igreja ajuda a realizar. “Desde janeiro até agosto, tivemos 1862 imigrantes contratados pelas 615 empresas cadastradas. Nós fazemos a intermediação e selecionamos apenas as empresas idôneas, para evitar que os imigrantes caiam nas mãos de coiotes.”


Mudança no Estatuto do Estrangeiro

De acordo com dados do Registro Nacional de Estrangeiros, cerca de 1,7 milhão de imigrantes vivem no País atualmente sob o Estatuto do Estrangeiro, criado em 1980, época da ditadura militar, que impõe uma série de restrições para essas pessoas. Por isso, no último dia 29, o Ministério da Justiça apresentou um projeto que propõe uma nova Lei de Migrações.

O anteprojeto foi construído por uma comissão de especialistas e pretende substituir o estatuto atual. Uma das principais mudanças na lei é a permissão para que vistos de trabalhos de até dois anos sejam emitidos para quem vem ao País a procura de emprego e não só para quem já vem com um emprego formal.

Segundo Deisy, que é um dos membros da comissão que elaborou o projeto, o imigrante não será mais tratado como um tema de segurança nacional e sim de direitos humanos. “Com a nova lei, as pessoas teriam direitos por serem pessoas. O projeto propõe que haja facilidade na regularização migratória, justamente para o Estado saber quem são e onde estão os imigrantes”.

Para a professora, o Estatuto atual é defasado e atrasado, pois dá ao Estado total poder para decidir sobre quem pode entrar ou permanecer no País. “O estatuto proíbe os imigrantes de realizarem ações públicas, como passeatas e manifestações. É uma lei que pratica a violações de diversos direitos dos imigrantes”, afirma Deisy.

Outra mudança destacada pela professora é a criação de um órgão que agregaria todos os setores responsáveis pelos imigrantes. “Em minha opinião e na dos especialistas, o trabalho não é o único direito que deve ser respeitado. Quando o governo parar de vincular direitos ao trabalho, o mercado de exploração ilegal e do trabalho informal diminuirá”.


Fonte:
ultimosegundo.ig.com.br

.: 05/09/2014 - Notícias - Quem desembarca no Brasil a trabalho gasta quatro vezes mais do que visitantes a lazer

Brasília – O Brasil entrou de vez na rota do turismo de negócios, firmando-se entre os 10 países que mais realizam congressos e reuniões internacionais. Na última década, o número desses eventos cresceu cinco vezes: de 62, em 2003, para 315, no ano passado. Pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) a pedido do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) reafirma o potencial econômico dos executivos estrangeiros.

Quem desembarca no Brasil a trabalho gasta quatro vezes mais do que visitantes a lazerQuem desembarca no Brasil a trabalho gasta, em média, quatro vezes mais do que os visitantes a lazer. São, em sua maioria, homens, casados, entre 25 e 44 anos, com nível superior e renda acima de US$ 4 mil (quase R$ 9 mil). Passam em torno de sete dias no país: período em que, quase sempre, ficam hospedados em hotéis e usam táxi para se locomover. A maioria viaja sozinho e nove em cada 10 gostariam de retornar em outras ocasiões.

Somente entre março e agosto deste ano, mesmo com a Copa do Mundo, o Brasil sediou 16 encontros internacionais, com a participação de quase 4 mil estrangeiros, que, juntos, movimentaram cerca de R$ 18,6 milhões. Além do eixo Rio-São Paulo, destacam-se como destino corporativo Foz do Iguaçu, Manaus, Belém e Salvador. De 2003 a 2013, o número de cidades-sede desses eventos pulou de 22 para 54, um aumento de 145% que indica a pulverização do turismo de negócios.

Os gringos têm se sentindo bem no Brasil: 74% dos estrangeiros que vieram ao país nos últimos seis meses para trabalhar ou participar de convenções voltaram para casa com uma imagem positiva, segundo dados da pesquisa da Embratur. Expressivos 92% dos entrevistados elogiaram a receptividade dos brasileiros e quase 65% disseram que o local do evento acabou influenciando positivamente a decisão de encarar a viagem corporativa.

Fonte: www.em.com.br

.: 03/09/2014 - Notícias - Ministério deve encaminhar Estatuto do Estrangeiro ao Congresso até o fim do ano

Já está com o Ministério da Justiça a proposta de projeto de lei para substituir o atual Estatuto do Estrangeiro. O texto foi entregue hoje (29) ao ministro da pasta, José Eduardo Cardozo, por integrantes da comissão de especialistas em migrações, criada pelo próprio ministério.

Além de detalhar princípios, garantias e direitos dos estrangeiros, o anteprojeto apresenta os tipos de vistos concedidos pelo Estado brasileiro – entre eles, temporários, diplomáticos, de trânsito, asilo e residência, inclusive para pessoas que trabalham em municípios fronteiriços. A matéria define ainda como serão as situações de repatriação e deportação, naturalização, além de medidas vinculadas à mobilidade, como expulsão e impedimento de ingresso. Estabelece também a estrutura organizacional e as competências da Autoridade Nacional Migratória.

Ministério deve encaminhar Estatuto do Estrangeiro ao Congresso até o fim do ano“O Brasil vive hoje um novo momento de sua história. Se antes as pessoas saíam do Brasil para viver fora, hoje temos o inverso: as pessoas querem morar no Brasil. Isso faz com que o Estado brasileiro precise de uma nova legislação”, disse. “É evidente que esse projeto terá uma tramitação que, esperamos, seja célere no Legislativo”, acrescenta o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A expectativa é que a matéria seja apresentada até o final do ano ao Congresso Nacional.

Cardozo destacou que uma das principais mudanças previstas no anteprojeto será a possibilidade de se obter um “visto de busca de trabalho”. Caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República, esse visto poderá ser obtido no corpo consular do Brasil, em qualquer país do exterior. Tendo ele em mãos, o estrangeiro terá o prazo de seis meses para conseguir um emprego no Brasil. Isso evita que o estrangeiro tenha de passar pelos atuais processos burocráticos para trocar seu visto de turista por um de trabalho.

De acordo com o secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, o texto foi bastante debatido. “Foram 2.126 pessoas participando da elaboração de mais de 700 propostas”, resumiu. “Essas propostas passaram por uma triagem, foram sistematizadas e montadas em um caderno de trabalho. Hoje as propostas serão oficialmente entregues para gerarmos ambientes favoráveis a suas implementações em todo o estado brasileiro”, acrescentou.

O secretário destacou a importância da proposta no combate ao preconceito. “Todas as searas do Estado brasileiro têm procurado se mobilizar para rechaçar todas as formas de preconceitos e xenofobias. Queremos deixar claro que os estrangeiros são bem-vindos no Brasil”, disse ele.

Integrante da comissão de especialistas que preparou o anteprojeto, a professora da Universidade de São Paulo (USP) Deise Ventura destacou que viver em situação clandestina seria ruim tanto para o estrangeiro em território brasileiro como para o Brasil como um todo. “As pessoas falam muito sobre o risco de uma invasão que resulte em desemprego [para os brasileiros]. Mas esse risco não existe porque as pessoas vêm justamente porque há trabalho [disponível] no país”.

A boliviana Ruth Mendonça participou de diversas conferências para a elaboração do anteprojeto. A secretária formada em informática veio morar no Brasil pela primeira vez em 1998. “Era uma época em que bolivianos vinham para ser médicos ou costureiros. Eu vim para ser costureira e não gostei”, disse.

Ela retornou à Bolívia para completar os estudos, e retornou ao Brasil em 2005. “O Brasil é encantador. Por mais que um estrangeiro pense que não voltará, ele voltará porque, de tão acolhedor, o Brasil faz com que o estrangeiro não queira voltar à sua terra”, disse.

Representante da comissão da Organização das Nações Unidas para refugiados, André Ramirez disse que o anteprojeto representa um “passo muito significativo” para que o mundo avance no acesso das pessoas aos direitos humanos. “É um dia simbólico em um mundo que, só hoje, tem mais de 3 milhões de refugiados sírios. O Brasil claramente não está apresentando apenas um exercício acadêmico, mas um trabalho de todos setores e instituições para dar acesso dos imigrantes aos direitos humanos”, destacou. 

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br

.: 14/08/2014 - Notícias - Cubanos do programa Mais Médicos podem ganhar visto permanente

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 6282/13, que concede visto permanente aos cubanos que ingressarem no País como refugiados ou amparados por acordos de cooperação técnica internacional, como o programa Mais Médicos.

Cubanos do programa Mais Médicos podem ganhar visto permanentePara o autor da proposta, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), com o programa do governo federal, a vinda de profissionais cubanos para o Brasil trouxe inúmeras suspeitas de violação de direitos fundamentais. Segundo Caiado, enquanto os demais estrangeiros do Mais Médicos assinam o termo de compromisso de forma individual, os cubanos assinam o documento por meio de uma organização não governamental, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

"O projeto pretende favorecer aqueles profissionais que não desejam retornar a Cuba, permanecendo no Brasil e podendo exercer seu ofício de acordo com as leis nacionais", diz o parlamentar.

Atualmente, de acordo com o Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/80) para obtenção de visto permanente, o originário de outros países deverá satisfazer as exigências previstas nas normas de seleção de imigrantes, estabelecidas pelo Conselho Nacional de Imigração, e apresentar passaporte, certificado internacional de imunização, atestado de saúde e de antecedentes penais, contrato de trabalho visado pela Secretaria de Imigração do Ministério do Trabalho, entre outros.

Tramitação

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. 

Fonte: www.bonde.com.br

.: 07/08/2014 - Notícias - Chineses foram os mais barrados no Ceará em 2014

Eles tentaram entrar no Brasil por via marítima, pelo Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante (CE), mas foram repatriados por não terem acordo de visto marítimo com o Brasil

Chineses foram os mais barrados no Ceará em 2014Os chineses foram os estrangeiros mais barrados no Ceará até junho deste ano, tentando entrar no Brasil, segundo dados do Ministério da Justiça e do Departamento de Polícia Federal (DPF). Foram 67 impedimentos desta nacionalidade e todos desembarcaram no Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, trazem materiais para as obras da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Os impedimentos ocorreram porque a China não tem acordo com o Brasil para a entrada de marinheiros chineses, que devem permanecer a bordo do navio.

Os dados, conseguidos por meio da Lei Geral de Acesso à Informação (nº 12.527/11), mostram que viajantes de Mianmar foram os segundos mais impedidos de entrar no País (26), pelo Porto do Mucuripe, e os de Guiné-Bissau os terceiros (21), pelo Aeroporto Internacional Pinto Martins.

Com 96 registros, o Porto do Pecém lidera o local onde mais se barra outras nacionalidades. Seguido pelo Aeroporto, com 45, e pelo Porto do Mucuripe, com 33.

Dentre os principais motivos para que os estrangeiros sejam impedidos de entrar, os mais comuns são: falta de visto, falta de condições financeiras para se manterem no País e prazo de permanência ultrapassado, dentro daquele ano civil, conforme informou Alexsandra Reis, chefe da Unidade de Imigração da Polícia Federal no Ceará.

Em relação aos impedimentos nos portos, há tripulações de embarcações estrangeiras que são barradas porque o país de origem deles não é signatário da Convenção 108 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ou seja, não possuem permissão para desembarcar no Brasil. Neste caso, Alexsandra esclarece que o navio recebe passe de entrada no porto para descarregar a mercadoria, porém os tripulantes são impedidos de desembarcar.

Francisco Antônio Cardoso, chefe do Núcleo Especial de Polícia Marítima do Estado do Ceará (Nepom-CE), explica que o chinês exige visto de brasileiro e vice-versa. “Os chineses têm permissão para permanecerem apenas no navio - que chega a ficar atracado até por um mês - porque o equipamento é considerado solo chinês. “Se tentarem entrar no Brasil, a multa é de R$ 875 para a empresa do navio”.

Os nacionais de Mianmar também são impedidos de entrar no Brasil por não fazerem parte da Convenção 108 da OIT. “A maioria dos navios cargueiros que desembarcam no Porto do Mucuripe trazem ucranianos e filipinos, mas eles fazem parte do acordo”, disse Washington Carvalho, agente federal do Nepom-CE.

Por via marítima, somente de 2010 a junho de 2014 foram 1.222 impedimentos, o que representa 77,3%, conforme os dados da Polícia Federal ao longo destes anos.


Aeroporto

Já pelo Aeroporto Pinto Martins, também de 2010 a junho deste ano, 358 estrangeiros foram barrados de entrar no Brasil. E nos meses de janeiro a junho de 2014, o órgão contabilizou 176 irregularidades. Sendo 127, apenas no mês de junho.

Alexsandra explica que os guineenses foram os mais barrados no aeroporto este ano, porque, em sua maioria, não conseguiram comprovar o real motivo por estarem entrando no País.

A Polícia Federal esclarece que quando um estrangeiro tem a entrada impedida no Brasil, o órgão lavra um documento no qual é mencionada a razão do ocorrido, sendo esta medida prevista no Estatuto do Estrangeiro em seus artigos 7º e 26º. “A empresa transportadora responde pelas despesas decorrentes de sua repatriação”, informou o órgão.

Fonte: www.opovo.com.br 

.: 15/07/2014 - Notícias - Aposta de estrangeiro no Brasil é a maior para ano eleitoral

Saldo desse tipo de investidor na Bovespa está positivo em quase R$ 10 bilhões

Os estrangeiros estão demonstrando em 2014 apetite inédito pela bolsa brasileira para anos de eleição presidencial no país. Até agora, o saldo desse tipo de investidor na Bovespa está positivo em quase R$ 10 bilhões.

Os dados mais recentes da BM&FBovespa mostram que houve ingresso líquido de capital externo no mercado acionário doméstico de R$ 9,7 bilhões neste ano até 20 de maio. Em 2010, ano da última eleição presidencial, o estoque era negativo em R$ 2,8 bilhões nos cinco primeiros meses do ano. Em 2006 e 2002, houve ingresso de recursos, mas em montante bem mais tímido, de R$ 1,7 bilhão e de R$ 622 milhões, respectivamente, até maio dos respectivos anos. Nas eleições diretas anteriores (1989, 1994 e 1998), o mercado acionário brasileiro era bem menos desenvolvido, com reduzido volume de negócios.

Aposta de estrangeiro no Brasil é a maior para ano eleitoralO aporte líquido de estrangeiros na Bovespa também já se aproxima do visto em todo o ano passado, quando os ingressos foram de R$ 11,7 bilhões, e tem surpreendido até mesmo especialistas. Uma das justificativas atribuídas ao movimento são expectativas sobre mudanças na condução da política econômica, em um momento de ceticismo de agentes do mercado com o governo Dilma Rousseff e enquanto a presidente perdia terreno nas pesquisas sobre a corrida eleitoral. Mas a entrada de capital é resultado, principalmente, da reavaliação dos ativos brasileiros, o que indica que os recursos podem permanecer no Brasil por algum tempo, independentemente do rumo das pesquisas eleitorais.

"Tivemos uma realocação de capital no mercado mundial gerada pela necessidade de buscar rendimento. E a crise da Rússia fez países emergentes descontados até o momento ficarem mais atrativos", disse à Reuters o chefe da mesa de ações da corretora do banco suíço Credit Suisse no Brasil, Mauro Oliveira. "Todo mundo subestimou essa necessidade de realocação".

De fato, a grande incursão dos estrangeiros ocorreu a partir de 14 de março, quando o Ibovespa atingiu seu menor nível de fechamento em quase cinco anos. Naquela data, o saldo de capital externo em ações brasileiras estava positivo em pouco mais de R$ 500 milhões. Desde então, na esteira do fluxo de dinheiro para cá, o Ibovespa subiu 16,1% até o fechamento do pregão de 21 de maio. Foi também em março que militantes pró-Rússia invadiram a península da Crimeia, na Ucrânia, aumentando as tensões e a instabilidade política na região após o ex-presidente foragido Viktor Yanukovich ter sido acusado de "assassinato em massa" no fim de fevereiro.

Segundo Oliveira, em meados de março a relação de preço da ação sobre lucro da bolsa brasileira (P/L), usada como medida de retorno de investimentos, era de 8,5 vezes, contra média de 10,2 vezes nos últimos cinco anos. A defasagem provocou fluxo para o Brasil, assim como a percepção positiva sobre ações com bons fundamentos que eram consideradas baratas, como de bancos e do setor de serviços.

Com a relação P/L agora em cerca de 10 vezes, a defasagem já foi corrigida, e é provável que pesquisas eleitorais deixem de ter influência tão grande sobre a bolsa, avalia Oliveira. De todo modo, o capital externo deve continuar por algum tempo aqui, principalmente depois dos balanços corporativos do primeiro trimestre. "Os resultados do primeiro trimestre não foram uma maravilha, mas o Brasil sofreu menos revisões do que outros países como México, Colômbia e Chile", resumiu.

Em relatório recente assinado pelos analistas Andre Carvalho e Marina Valle, o HSBC disse esperar que o momento positivo do mercado de ações brasileiro se prolongue um pouco mais. Entretanto, eles mostraram cautela diante da possível piora dos resultados de empresas após as eleições, já que eventuais ajustes na política econômica podem fragilizar ainda mais a atividade doméstica, o que neutralizaria parte da alta da bolsa.

O Citi, por sua vez, tem preço-alvo para o Ibovespa no fim de 2014 de 55 mil pontos, pouco acima do nível atual. "Por enquanto, qualquer expectativa de um novo rali é muito menos sustentável do que a recuperação que levou o mercado de 45 mil a 54 mil pontos", escreveram em relatório os analistas Stephen H. Graham e Fernando Siqueira.

Fonte: economia.terra.com.br

.: 11/07/2014 - Notícias - Hugo aprova visto para estrangeiros de países sem relações diplomáticas

Foi aprovadoo substitutivo apresentado pelo deputado Hugo Napoleão (PI), ao Projeto de Lei 3.637/08, de autoria do deputado Moreira Mendes (RO), líder do PSD, que autoriza a concessão de vistos de turismo ou vistos temporários a estrangeiros portadores de documentos de viagem emitidos por governos não reconhecidos pelo Brasil.

Hugo aprova visto para estrangeiros de países sem relações diplomáticasNapoleão ressaltou que a proposta pretende estimular, principalmente, as relações entre o Brasil e Taiwan, mas pontuou que a concessão deve ser recíproca. “É necessário que haja igualdade de tratamento nas relações, sobretudo em época de Copa do Mundo, de transações e Olimpíadas”.

Moreira afirmou que o objetivo é acabar com o atual documento de passagem, o “laissez passer“, emitidos atualmente para os turistas de países com os quais o Brasil não possui relações diplomáticas. “O cidadão vem de Taiwan, uma das nações mais ricas do mundo. Ele sempre desejou investir no Brasil e aqui é tratado como cidadão de segunda classe. Queremos acabar com essa situação em que o visto significa reconhecimento da soberania de outro país”.

Além de Taiwan, cidadãos do Reino do Butão, das Ilhas Comores e da República Centro-Africana, entre outros, também serão beneficiados com a medida.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

Fonte: www.portalaz.com.br

.: 29/05/2014 - Notícias - O novo momento da capacitação dos trabalhadores portuários
O novo marco regulatório dos portos entrou em vigor no dia 4 de junho do ano passado com o objetivo principal de promover a abertura e a competitividade do setor, procurando adequar os portos às modernas exigências de competitividade mundial. Com o advento da nova lei houveram algumas mudanças e avanços significativos para os trabalhadores portuários brasileiros, sendo que a questão do treinamento e capacitação foram algumas das principais conquistas obtidas.
 
Lei n° 8.630/93
As federações de trabalhadores portuários defendem que na já revogada Lei n° 8.630/93, não ficava bem claro que seria dos Órgãos Gestors de Mão-de-obra (Ogmos) a responsabilidade de capacitar os trabalhadores nos modernos métodos de movimentação de carga existentes. Possibilitando desta forma o não cumprimento do que era imprescindível na atual realidade dos portos quanto à necessidade de mão de obra especializada para operar os diversos equipamentos portuários, que cada vez mais se modernizam, e que requerem, por sua vez, uma capacitação permanente do trabalho.
Portuários afirmam que o que ocorre na prática em quase todos os portos brasileiros é que não existem profissionais que se dediquem exclusivamente a ministrar cursos de treinamento. As apostilas que existem estão extremamente atrasadas, não se conta com modernos simuladores e depende-se, ainda, da boa vontade dos operadores portuários em emprestarem seus equipamentos para treinamento. Embora os trabalhadores portuários já tenham recebido alguns cursos de treinamento e de qualificação, há uma deficiência muito grande de treinamento para trabalhadores nas funções em que são utilizados equipamentos com mais tecnologia (Transtainer e Portainer).
 
O novo momento da capacitação dos trabalhadores portuários
Avanços
Em Brasília, as Federações dos trabalhadores portuários (FENCCOVIB, FNP e FNE) e as Centrais Sindicais conseguiram incluir na negociação das questões que afetavam o trabalho portuário, no Projeto de Lei de Conversão (MP 595) em seu Capítulo VI, no artigo 33, inciso II, o seguinte texto: “Compete ao OGMO [...] promover a formação profissional do trabalhador portuário avulso, adequando-a aos modernos processos de movimentação de carga e de operação de aparelhos e equipamentos portuários”.
 
Desta forma, ficou bem claro que os Ogmos terão a obrigação de promover cursos de treinamento de mão de obra portuária em equipamentos modernos, o que na lei anterior (n° 8.630) ficava omisso quanto a que equipamentos deveria haver a habilitação. Outra conquista dos representantes dos trabalhadores portuários na nova lei foi a criação de um Fórum Permanente, o qual está começando a tratar da capacitação dos trabalhadores portuários avulsos em todos os portos brasileiros, criando uma expectativa de estabelecer as obrigações de se terem centros de treinamento adequados nos principais portos do país.
 
"Sempre argumentamos com o governo sobre a necessidade de termos um centro de treinamento em cada porto do país que possa capacitar os trabalhadores portuários permanentemente. Acreditamos que somente com capacitação e organização do trabalho nossa categoria continuará valorizada para enfrentarmos os novos desafios que os portos brasileiros estão apresentando", afirma o diretor da Fecconvib e presidente do Sindicato dos Arrumadores do Rio Grande, Rogério Veleda.
 
Parceria com o porto de Antuérpia
O Porto de Antuérpia (na Bélgica) possui um centro de treinamento que é referência no mundo e recebe profissionais estrangeiros ligados à atividade portuária. Já foram treinados 230 profissionais do Brasil, e outros técnicos brasileiros passaram por temporadas de uma a duas semanas em 2013.
 
A Secretaria de Portos do Brasil (Sep) e o Centro de Treinamento do Porto de Antuérpia (Apec) assinaram, na embaixada da Bélgica, em 11 de setembro de 2013, o Acordo de Cooperação Técnica, com a finalidade de capacitar os trabalhadores portuários brasileiros, incluindo funcionários de escritório e trabalhadores portuários avulsos, com o oferecimento de cursos nas áreas de gestão, infraestrutura e obras portuárias, além do uso e manuseio de equipamentos portuários.
 
Em uma primeira fase, o treinamento será destinado aos funcionários portuários de escritório dos órgãos públicos envolvidos com a matéria (Sep, Antaq, Companhias Docas e demais órgãos intervenientes), além das empresas privadas arrendatárias dos terminais portuários brasileiros. Esse treinamento será feito por professores belgas da Apec que virão ao Brasil para disseminar, de maneira mais ampla em todo o País, as melhores práticas do setor portuário mundial.
A segunda fase do programa irá ocorrer entre os dias 22 e 30 de abril e incluirá o treinamento de 12 profissionais envolvidos com a capacitação dos Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) nas instalações do Centro de Capacitação do Porto da Antuérpia - APEC. Esses profissionais, quando de seu retorno, treinarão outros TPAs e irão atuar como multiplicadores dos conhecimentos adquiridos.
 
Para Veleda, o Acordo de Cooperação Técnica é extremamente positivo, "Sabemos que a Antuérpia possui um dos centros de treinamento mais modernos do mundo, assim o fato de estarmos indo aprender com eles é extremamente positivo para nossas pretensões pois já estamos nos antecipando a necessidade futura de treinamento e capacitação que irá ocorrer em nosso porto", comentou. Do porto de Rio Grande foram selecionados para o referido treinamento dois trabalhadores portuários, sendo eles: Márcio Costa e Rogério Veleda.
 
 
.: 23/05/2014 - Notícias - Entenda os trâmites jurídicos para contratação de estrangeiros no Acre
O que eles mais temem na hora de solicitar serviço a uma pessoa que não é brasileira, são os possíveis problemas jurídicos que podem surgir a ambos os lados
 
Tendo em vista o crescimento econômico do Acre e a imigração em massa de haitianos e senegaleses, é possível notar os espaços que começam a ser preenchidos pela contratação de trabalhadores estrangeiros. Com isso, empresários locais passam a ter dúvidas sobre como e em quais circunstancias contratar o estrangeiro para exercer um ofício fora de seu País de origem.
 
O que eles mais temem na hora de solicitar serviço a uma pessoa que não é brasileira, são os possíveis problemas jurídicos que podem surgir a ambos os lados, do trabalhador e do empresário. Para esclarecer os trâmites jurídicos para a contratação de estrangeiros no Acre, o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos do Acre (Sejudh), Nilson Mourão, esclarece critérios exigidos para tal, bem como a situação de estrangeiros que se encontram no Estado.
 
Entenda os trâmites jurídicos para contratação de estrangeiros no AcreIndagado se o Acre está organizado e preparado para contratar estrangeiros de diversos países do mundo, Mourão é enfático ao dizer que não, pois o Estado ainda trilha um caminho para tal consagração. “Não está. O Acre é um Estado que ainda tem que ampliar o nível de seu desenvolvimento econômico. Temos que garantir, primeiramente, o trabalho para os que nascem aqui para expandirmos aos estrangeiros. O setor industrial ainda é iniciante e não temos como obter mão de obra de outros estados, muito menos de estrangeiros. Estados do sudeste, por exemplo, possuem capacidade para isso, mas este ainda não é nosso primeiro objetivo”, disse o secretário.
 
Em 2013, o Brasil teve um aumento de 53% de pedidos de carteiras de trabalho para não brasileiros, quase o dobro do número obtido no ano de 2012. Segundo Nilson Mourão, há uma lista de critérios que devem ser observados para evitar problemas com o judiciário.  “O status do estrangeiro, se ele é legal ou ilegal dentro do País, é primordial para saber se pode ou não contratá-lo. Caso esteja no Acre ilegalmente, ele não pode ser contratado por empresa local alguma. Caso contrário, serão responsáveis pelo caso o estrangeiro e o empresário que lhe ofereceu proposta de emprego”, ressaltou.
 
Outro ponto a ser destacado pelo secretário é a qualidade profissional. Em relação aos haitianos e senegaleses que se encontram em Brasiléia, o governo federal tem um programa que está em fase de análise para oferecer à eles um programa de formação profissional oferecido pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Assim, eles poderão ser qualificados para atuar em diversos campos de trabalho e obter formação trabalhista nas cidades onde eles vão ficar, segundo Mourão. “Garantir o salário previsto na legislação brasileira também o obrigatório. Vantagens serão oferecidas ao estrangeiro desde que ele esteja de forma regularizada no Brasil. Os direitos e deveres são garantidos à eles aqui”, detalhou.
 
Numa hipótese de um estrangeiro devidamente contratado que peça demissão e queira receber seus benefícios salariais em seu país de origem, Nilson diz que não há problema algum na questão. “É um caso raro, mas ocorrendo a situação, não há problema algum. Há possibilidade de esse estrangeiro ir embora e receber o dinheiro a distância, basta o empresário fazer um depósito através do banco West Union, que faz remessas em mais de 180 países do mundo”, garante o secretário. Segundo ele, no Brasil, as Casas Gazin representam esse banco, que começou  a fazer remessas nos Estados Unidos e ampliou o serviço no mundo inteiro.
 
Conforme dados assegurados pela secretaria, a quantidade de haitianos e senegaleses que entram e saem de empresas no Acre e no restante do Brasil ainda se torna menor do que a média dos brasileiros. Conforme Nilson Mourão, o percentual de rotatividade de empregos desses estrangeiros é bem menor se comparado aos nativos.  “os estrangeiros agem como qualquer pessoa brasileira, se eles conseguem um emprego melhor, saem dos que estão e vão em busca de melhorar a vida”, finalizou.
 

Fonte: www.oriobranco.net 

.: 22/05/2014 - Notícias - Senado aprova emissão de visto a estrangeiro por meio eletrônico

Projeto dispensa apresentação física de documentos para vistos de turistas.
Pelo texto, esses documentos poderão ser enviados pela internet.
 
O plenário do Senado Federal aprovou em 08/04/14 o projeto de lei que permite solicitação e emissão de visto de turista a estrangeiros por meio eletrônico. O texto seguirá para sanção da presidente da República, que poderá vetá-lo integral ou parcialmente.
 
Pelo projeto, todo o processo de solicitação e emissão de visto de turista poderá ser feito pela internet. Atualmente, segundo informações do Ministério das Relações Exteriores, uma parte da requisição é feita por meio eletrônico, mas os documentos físicos são obrigatoriamente despachados pelos Correios ou entregues pessoalmente nos consulados brasileiros. 

Senado aprova emissão de visto a estrangeiro por meio eletrônico

Caso a matéria seja aprovada, os visitantes deverão preencher e enviar o mesmo formulário eletrônico atualmente disponível no Portal Consular do Itamaraty. Os documentos pessoais solicitados, porém, também poderão ser enviados pela internet.
 
O texto incumbe o Itamaraty de editar normas que visem simplificar o procedimento de vistos e, sem prejudicar a segurança, elaborar regras para a obtenção de vistos fisicamente separados do passaporte.
 
Além do meio eletrônico, o projeto traz outras facilidades para a entrada de estrangeiros no país. Ficará dispensada a exigência de visto de turista e de visto temporários para estrangeiros em viagens de negócios ou que venham ao Brasil na condição de artista ou desportista. Só estarão isentos, porém, visitantes cujo país de origem conceda o mesmo tratamento aos brasileiros.
O relator do projeto, senador Jorge Viana (PT-AC), a nova lei reforçará a reciprocidade entre os países.
 
“O projeto implica a possibilidade de termos o visto eletrônico, desburocratiza as exigências de visto de quem nos visita, cria o ambiente da reciprocidade entre os países e o Brasil, possibilitando acordos feitos diretamente pelo Governo brasileiro e eliminando exigência de visto”, afirmou.
 
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que apoiou o projeto, disse que a dispensa física de documentos não prejudicará a segurança.
 
“O projeto visa a modernidade do país, procedimentos todos eles simplificados – entretanto, não menos seguros – e que abrem espaço para que, a qualquer momento, o governo possa solicitar os originais dos documentos. Mas a base do projeto é a simplificação da metodologia, ou seja, os vistos poderem ser solicitados via Internet, que, aliás, é como quase tudo funciona hoje”, afirmou a parlamentar.
 
.: 21/05/2014 - Notícias - ANTT divulga regras para estrangeiros que vierem à Copa por rodovias

Fretamento só será permitido para ônibus. Vans serão barradas na Tríplice Fronteira
 
Os turistas estrangeiros que decidirem usar as rodovias para vir ao Brasil durante a Copa do Mundo de 2014 terão de seguir regras divulgadas nesta quinta-feira (24) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). As leis, já em vigor no Brasil, preveem a proibição de vidros espelhados em veículos e a tolerância zero para ingestão de álcool por condutores.
 
ANTT divulga regras para estrangeiros que vierem à Copa por rodovias
No caso de transporte rodoviário internacional fretado, só será permitido ônibus. Em nota, a ANTT pede que os países vizinhos repassem ao Brasil informações sobre o transporte fretado, de forma a facilitar o trabalho de fiscalização nas fronteiras.
 
Vans só serão permitidas na Tríplice Fronteira e em casos de transporte particular, mas o condutor terá de apresentar autorização do proprietário para seu uso, bem como documentos que comprovem a propriedade do veículo ou contrato de locação. As habilitações estrangeiras para os condutores serão aceitas, desde que estejam dentro do prazo de validade e que haja indicação da categoria de veículo para o qual ele está habilitado.
 
As regras foram discutidas durante reunião multilateral realizada em Foz do Iguaçu, no Paraná, no dia 20 de março, com participação de delegações da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai.
 
.: 20/05/2014 - Notícias - Brasil tem hoje 5,2 mil refugiados de 79 nacionalidades diferentes
O Brasil abriga hoje 5.208 refugiados, sendo os colombianos e os angolanos quase metade dos estrangeiros com o status. É o que mostram dados atualizados do Comitê Nacional de Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, obtidos pelo G1 (veja o mapa com todas as nacionalidades).
 
Os números mostram que os pedidos de refúgio têm crescido exponencialmente ao longo dos anos. Em 2013, foram 5.256, ante 566 em 2010. As solicitações aceitas também aumentaram: de 126, em 2010, para 649 no ano passado.
 
Para o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, o aumento é decorrente exclusivamente das condições internacionais. “Isso acontece devido ao agravamento da crise no Oriente Médio e dos conflitos nos países africanos e também no nosso continente”, diz.
 
O representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil, Andrés Ramirez, concorda que o acirramento dos conflitos, como a eclosão da guerra na Síria, é o fator fundamental para o fluxo, mas ressalta também uma presença maior do país no cenário internacional. “As solicitações aumentaram no mundo todo. Além das crises humanitárias antigas como a do Iraque e a do Afeganistão, em 2011 houve a primavera árabe. Problemas na Costa do Marfim, no Mali, na Somália e no Sudão do Sul também foram registrados”, afirma.
 Brasil tem hoje 5,2 mil refugiados de 79 nacionalidades diferentes
O refúgio é um direito de estrangeiros garantido por uma convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) de 1951 e ratificada por lei no Brasil em 1997. Segundo o ministério, o refúgio pode ser solicitado por "qualquer estrangeiro que possua fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, opinião pública, nacionalidade ou por pertencer a grupo social específico e também por aqueles que tenham sido obrigados a deixar seu país de origem devido a uma grave e generalizada violação de direitos humanos”. Com o status, os refugiados passam a ter os mesmos direitos dos habitantes do país.
 
As entrevistas com os estrangeiros são feitas por técnicos, que fazem um relatório atestando ou não a elegibilidade. A decisão final é tomada em reunião plenária do Conare. Em 2013, pela primeira vez o número de solicitações deferidas foi maior que o de negadas (649 contra 636).
 
Nacionalidades
Atualmente há refugiados de 79 nacionalidades no Brasil. O maior grupo é formado pelos colombianos. São 1.154 no total. Desses, 360 são reassentados, isto é, estrangeiros que conseguiram o refúgio em um país e, por alguma circunstância, precisaram ir para um terceiro.
 
O Brasil é um dos poucos países que participam do programa de reassentamento do Acnur. Segundo o ministério, no caso dos colombianos, o objetivo é cooperar com o Equador na busca por uma solução para os mais de 55 mil colombianos refugiados no país. O compromisso de ajuda foi assumido pelo Brasil perante organismos internacionais.
 
Ramirez diz que houve mudanças importantes na Colômbia recentemente, com o reconhecimento por parte do governo de responsabilidade em crimes cometidos nos últimos 50 anos de conflito, a reparação das vítimas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a restituição de terras. “O início do diálogo de paz é importante, mas os colombianos continuam deixando o país porque não têm confiança de que o processo vá dar certo. Há muito ceticismo e a maioria acha que a situação não vai mudar radicalmente.”
 
Segundo o representante do Acnur, um acordo no Mercosul já possibilita aos colombianos solicitar a residência permanente no Brasil e, por isso, muitos têm optado em não pedir o refúgio ao chegar.
 
Os angolanos aparecem na segunda posição do ranking de refugiados no país, com 1.062 pessoas. O número, no entanto, deve diminuir gradativamente. Isso porque houve um pedido do Acnur para que fosse cessada a condição de refugiados dos angolanos que deixaram o país durante a guerra civil, que durou quase 30 anos e só foi encerrada em 2002, em razão de a situação ter sido estabilizada. O processo já está em curso.
 
“Como medida complementar foi oferecida a possibilidade de eles continuarem no território nacional como residentes permanentes, por cumprirem todos os requisitos legais. Isso foi feito para que aqueles que possuíam suficiente integração cultural e econômica por longos anos pudessem receber uma solução duradoura. E foi dada a oportunidade para os que tinham interesse em voltar fazerem isso a partir do exercício de sua própria autonomia”, afirma Paulo Abrão.
 
No caso de novas solicitações de angolanos, o secretário nacional de Justiça diz que é feita pelo Conare uma análise “criteriosa e individualizada” para identificar se há um fundado temor de perseguição particular.
 
Os congoleses, que ainda convivem com uma crise humanitária devido aos embates entre governo e opositores do presidente Joseph Kaliba, formam o terceiro maior grupo de refugiados, com 617 reconhecidos.
 
Já os sírios ocupam a quarta posição. Dos 333 refugiados, 284 conseguiram o status no ano passado, após uma escalada da violência no país, que registra mais de 150 mil mortos nos conflitos entre rebeldes e forças do regime de Bashar al-Assad.
 
Pedidos
Do total de pedidos no ano passado, 2.242 (ou 43%) foram feitos por africanos. Outras 2.039 solicitações partiram de asiáticos (39%). A maioria ainda não foi julgada.
 
Bangladesh lidera a lista de nacionalidades com mais pedidos de refúgio em 2013, com 1.837. Só uma pessoa proveniente do país, no entanto, teve a condição reconhecida no ano. O Senegal aparece logo atrás, com 961 pedidos (sendo que apenas quatro habitantes conseguiram o status em 2013).
 
Paulo Abrão diz que a maioria dos bengalis e senegaleses entra no país por razões econômicas, que não se enquadram no refúgio. “Eles têm utilizado o expediente do refúgio porque têm encontrado excesso de burocracia na solicitação de visto prévio como imigrantes comuns. Quando é feita essa solicitação de refúgio, as convenções internacionais estabelecem que é preciso conceder a autorização provisória de permanência. Isso porque há um princípio da proteção imediata, até o julgamento do mérito”, explica.
 
Apesar de a entrada de haitianos ter triplicado na fronteira, eles também não são reconhecidos, em sua maioria, como refugiados. Para eles, há um visto especial.
 
Entre as cidades que mais receberam pedidos de refúgio, São Paulo é a campeã. Foram 1.092 solicitações em 2013. Brasília (DF), com 745, Guaíra (PR), com 487, e Epitaciolândia (AC), com 367, aparecem logo atrás.
 
Entre os estados, São Paulo também lidera, com 1.204 pedidos. O Paraná é o segundo com mais solicitações: 1.088.
 
Comparações
Apesar do aumento no número de concessões de refúgio no Brasil, o número de estrangeiros reconhecidos ainda é pequeno se comparado ao de outros países.
 
O Paquistão, que tem a maior população de refugiados do mundo, abriga cerca de 1,6 milhão. No Líbano, hoje, quase um quarto da população é formada por refugiados sírios (1 milhão dos 4,4 milhões de habitantes). 

Fonte: www.cbnfoz.com.br

.: 20/05/2014 - Notícias - Canadá suspende parte de programa de trabalhadores estrangeiros

 O governo canadense anunciou nessa quinta-feira (24) a suspensão do programa que permite a trabalhadores estrangeiros atuar temporariamente no país, devido à multiplicação de denúncias de irregularidades. A suspensão ocorre depois de a televisão pública CBC ter revelado casos em que a McDonald’s e outras cadeias de alimentação despediram canadenses para contratar trabalhadores temporários estrangeiros com salários mais baixos.

Após meses de denúncias, o ministro do Emprego do Canadá, Jason Kenney, anunciou uma “moratória imediata do acesso do setor de serviço alimentar ao Programa de Trabalhadores Temporários Estrangeiros”.
 
O programa foi criado pelo governo para suprir a alegada falta de mão de obra em áreas do país de rápido crescimento, como Alberta, por exemplo, onde as reservas petrolíferas levaram a uma explosão da economia.
 
Em 2002, o Canadá aceitava 100 mil trabalhadores temporários estrangeiros, a maioria contratada para o setor agrícola ou para lugares remotos. Contudo, dez anos depois, o número triplicou para mais de 330 mil trabalhadores por ano.
 
Com o número, cresceram também as queixas de irregularidades cometidas por grandes empresas, que despedem os canadenses para contratar estrangeiros, em uma clara violação às regras do programa.
 
Sindicatos e organizações civis têm denunciado que o verdadeiro objetivo do programa é proporcionar mão de obra barata e não cobrir a falta de trabalhadores.
 
Relatório divulgado hoje por uma organização independente – o Instituto C.D. Howe – diz que o programa apenas serviu para baixar, de forma artificial, os salários dos trabalhadores nacionais, tendo também contribuído para o aumento do desemprego em algumas regiões e alguns setores.
 
.: 19/05/2014 - Notícias - Empresa deve justificar contratação de trabalhador estrangeiro
Empresa deve justificar contratação de trabalhador estrangeiro - Visto BrasilA situação econômica brasileira traduz um decrescente número de preenchimento de vaga por brasileiros, principalmente nas funções mais técnicas e especializadas. Em contrapartida, é notório o aumento da contratação de empregados estrangeiros no mercado de trabalho brasileiro.
 
Os trabalhadores de fora do país formam uma comunidade já considerável no Brasil, tanto em relação a ocupação de cargos que necessitam de conhecimento técnico-especializado, quanto para dar suporte nos eventos de amplitude global sediados pelo Brasil nos últimos anos, como a Copa das Confederações de 2013, Jornada Mundial da Juventude de 2013 e Copa do Mundo de 2014.
 
Em síntese, para que um estrangeiro venha trabalhar no Brasil, para um empregador brasileiro, este deve solicitar autorização de trabalho ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que vai se converter em visto temporário. Na concessão da autorização é analisada a necessidade da demanda e se esta não pode ser suprida por brasileiro, que tem prioridade nas vagas. Para contratar estrangeiros, a empresa deve justificar o motivo da contratação ao Ministério e possuir 2/3 de empregados brasileiros, pelo menos.
 
O processo inteiro pode ser feito pela internet, através do pré-cadastro, pela empresa contratante. Em seguida a documentação deve ser enviada eletronicamente ao MTE, através do Cadastro Eletrônico de Entidades Requerentes de Autorização para Trabalho a Estrangeiros (CERTE) e o Sistema de Gestão e Controle de Imigração (MIGRANTEWEB). 
 
Com o deferimento, o visto será expedido no país em que o estrangeiro reside. Ao chegar ao Brasil o trabalhador estrangeiro deverá solicitar a Cédula de Identidade do Estrangeiro (CIE) e em seguida obter a Carteira de Trabalho (CTPS).
 
A legislação brasileira — Lei 6.815/80 — não permite a transformação de um visto temporário (sem contrato de trabalho) num visto permanente. Somente estrangeiros, com vínculo de emprego no Brasil, com contrato de trabalho superior a dois anos, poderão requerer a transformação do visto temporário em permanente, no caso do contrato de trabalho ser estendido, por exemplo.
 
Em relação ao trabalho na Copa do Mundo, segundo a “Lei da Copa” — Lei 12.663/2012 —, deverão ser concedidos, sem qualquer restrição, de forma prioritária e sem custos, concentrados em um único órgão, os vistos de entrada, aplicando subsidiariamente a Lei 6.815, para: membros do comitê da FIFA; equipe da FIFA em si ou empregados de empresas em que a FIFA detenha 99% do capital social; convidados da FIFA; funcionários das confederações, associações e prestadores de serviços da FIFA; árbitros e profissionais designados para trabalhar nos eventos; membros das seleções participantes (toda a delegação); equipe dos parceiros comerciais da FIFA; equipe das emissoras de transmissão da FIFA e das que possuem o direito de transmissão. 
Para os trabalhadores, caso sejam exigíveis, serão emitidas permissões de trabalho, desde que comprovado por documento expedido pela FIFA sua autenticidade, para que seja confirmado que a entrada no país seja para o desempenho do trabalho nas atividades da Copa.
 
Os prazos de validade dos vistos e das permissões de trabalho também são particulares à ocasião, encerrando-se no dia 31/12/2014, com prazo de estadia fixado a critério da autoridade competente, exceto aos espectadores, que possuem tempo máximo de permanência de 90 dias.
 
Apesar da burocracia na contratação de estrangeiros, as empresas brasileiras ainda precisam se submeter ao trâmite, diante da falta de pessoal qualificado disponível para contratação no Brasil, retratando a situação de insuficiência da mão de obra e da educação de qualidade no país.
 
.: 16/05/2014 - Notícias - CNH para estrangeiros tem aumento de 196% em 5 anos em SP, diz Detran

Em 2013, a cada 100 novos motoristas, três eram de outros países.
Aumento estimulou autoescola a investir em estrangeiros.

O total de carteiras nacionais de habilitação (CNH) emitidas em São Paulo para estrangeiros aumentou 196% nos últimos 5 anos, segundo levantamento do Departamento de Trânsito de São Paulo (Detran). A cada 100 novos motoristas habilitados em São Paulo em 2013, três eram pessoas de outros países.

O crescimento do mercado levou até que autoescolas investissem na preparação desse segmento: não se assuste se encontrar pelas ruas da cidade de São Paulo alunos dirigindo carros adesivados exclusivamente em outro idioma.

CNH para estrangeiros tem aumento de 196% em 5 anos em SP - Notícias - Visto Brasil

Em 2009, a cidade de São Paulo registrava 1.539 motoristas estrangeiros. Em 2013, esse número passou para 4.559. Atualmente, o número de CNHs registradas para estrangeiros na capital paulista é de 113.725. Uma delas é a do vendedor Zhou Huafu, de 25 anos. Nascido em Fujian, uma província da China, ele aprendeu a dirigir no Brasil em 2011. "Aqui tem mais carro do que pessoas, e muito trânsito", afirma.

Ao menos para dois dos estrangeiros recém-habilitados ouvidos pelo G1, o comportamento dos motoristas assusta. A estudante Suzy Lee, de 21 anos, que também aprendeu a dirigir nas ruas de São Paulo, diz que na Coréia as pessoas lidam de maneira diferente com eventuais problemas no trânsito. “O pessoal lá respeita um pouco mais. Eu nunca vi, por exemplo, os caras pararem para brigar”, disse.

Já para Huafu, o que o impressionou foi o grande número de idosos dirigindo, algo incomum em seu país de origem. “Aqui tem muita gente de 60, 70 anos dirigindo. Na China quase não tem, não é costume idoso dirigir”, explica.


Nicho de mercado
O aumento na emissão das CNHs para estrangeiros fez também com que autoescolas passassem a investir mais nesse público. Como é o caso da autoescola 25 de Março, localizada na Avenida Prestes Maia, na região Central de São Paulo.

Lá, os carros têm um detalhe curioso: o nome e as informações estão em mandarim. Doraci, a proprietária, explica que a tática foi utilizada para ajudar os chineses, seu maior público depois dos brasileiros, a compreenderem melhor qual é o serviço prestado pela autoescola. “Nós escrevemos para explicar melhor o serviço”, disse. Doraci afirma que, nos automóveis, está escrito “nós ensinamos chineses a dirigir”.

O público, no entanto, não se restringe aos chineses. Doraci explica que a autoescola recebe as mais diferentes nacionalidades. “A gente atende coreanos, libaneses, indianos, peruanos”, conta. Segundo ela, a diversidade de nacionalidades atendidas se dá pela própria região, que conta com um grande número de estrangeiros. A descoberta do mercado foi progressiva. “Faz 13 anos que temos a autoescola aqui. De repente, nós começamos a ficar conhecidos, um foi falando para o outro”, afirma a proprietária.

 

Habilitação para estrangeiros
De acordo com o Detran-SP, todo motorista já habilitado no exterior pode dirigir no Brasil, desde que sejam de um país signatário da Convenção de Viena ou que atenda ao princípio da reciprocidade.

Passados 180 dias de permanência no Brasil, o estrangeiro deve procurar o Detran para obter uma habilitação provisória. Entre os documentos, ele vai precisar a habilitação de seu país de origem, dentro da data de validade, um documento de identificação pessoal, o Registro Nacional de Estrangeiro (RNE) permanente, provisório ou temporário, e o passaporte ou documento que comprove a data de entrada no país.

Mais informações sobre o procedimento de emissão de habilitação para estrangeiros podem ser obtidas através do telefone 11 3322-3333, de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h, e aos sábados, das 6h30 às 15h ou pelo site do Detran http://www.detran.sp.gov.br.

Fonte: g1.globo.com

.: 08/11/2013 - Notícias - HOSPEDE UM INTERCAMBISTA

Os intercambistas da AIESEC vem ao Brasil com o objetivo de se desenvolverem profissionalmente ao mesmo tempo que aplicam seus conhecimentos em ONGs e escolas.

Ao hospedar esses jovens durante as suas experiências de intercâmbio você conhece mais sobre outra cultura, têm a oportunidade de praticar outro idioma e ainda contribui com a mudança da realidade da sua comunidade.

O que é preciso para ser Host?

  • Acomodação para uma pessoa durante até 12 semanas;
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*As questões de custos com alimentação devem ser negociadas mediante cada caso.Inscreva-se e hospede um intercambista!

Passo a passo:

.: 08/11/2013 - Notícias - Tenha essa vontade de explorar o Brasil.

AIESEC in Brazil e Visto Brasil parceria de novos horizontes.

Você também tem essa vontade? -> http://www.aiesec.org.br

Sede: São Paulo – Praça Oswaldo Cruz nº 124 cj 32 - Esquina da Av. Paulista  -  Tel.: 55 (11) 3141.1031

Rio de Janeiro: Tel.: 55 (21) 4063.6215      |      Correspondentes: Brasília, Florianópolis, Rio de Janeiro, Macaé, Fortaleza, Madrid (ES) e Lisboa (PT)

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